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Cerveja de maconha pode prevenir cirrose


Esta postagem foi publicada em 26 de julho de 2018 Saúde, Slide Topo.

O estudo mostra que a situação é mais terrível em pessoas com idades entre 25 e 34 anos.

Mike Adams/Forbes,

© Fornecido por Forbes Brasil iStock

Não deixe que os comerciais e os rótulos artísticos o enganem- o álcool é uma das substâncias mais perigosas neste nosso planeta bizarro. É responsável por matar cerca de 3,3 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, mas é uma grande parte da vida diária na maioria das culturas. Um estudo recente publicado no “British Medical Journal” mostra que essa admiração pela bebida afetou negativamente os norte-americanos mais jovens. Parece que as mortes por doenças hepáticas relacionadas ao álcool (cirrose) estão aumentando em todo o país. O estudo mostra que a situação é mais terrível em pessoas com idades entre 25 e 34 anos.

Médicos especialistas dizem que são necessários apenas dez anos de consumo pesado para aumentar as chances de uma pessoa desenvolver a doença. “Tendências adversas na mortalidade relacionada ao fígado são particularmente lamentáveis, dado que na maioria dos casos a doença hepática é evitável”, concluiu o estudo.

Infelizmente, não há muita esperança de que esta praga contra a humanidade seja remediada. No ano passado, um estudo publicado no “Lancet Medical Journal” alertou que a doença do fígado está destinada a se tornar a principal causa de morte prematura até 2020. Para aqueles que acham que temos de morrer de alguma coisa mesmo, a recomendação é considerar um caminho menos destrutivo para o grande além.

A morte por cirrose não é rápida e indolor. Esse dano do maior órgão importante do corpo humano causa muitas complicações de saúde desagradáveis ​​antes de realmente matar. Perda de massa muscular, inchaço do escroto e dificuldades respiratórias são apenas a ponta do iceberg. Sem um transplante, um paciente no estágio 4 está condenado a sofrer a natureza atroz desta inevitável sentença de morte.

“Morrer de cirrose é algo que você nunca deve desejar a alguém”, disse o autor do estudo, Elliot Tapper, especialista em fígado da Universidade de Michigan, ao “The Washington Post”. Mas se quem bebe desistir ou encontrar um substituto mais saudável para as compulsões por álcool, “há uma excelente chance de o fígado se recuperar”, acrescentou.

Felizmente, a legalização da maconha está se tornando mais difundida em partes da América do Norte. Nove estados e o Distrito de Columbia legalizaram a cannabis para uso recreativo. O Canadá acabou, recentemente, com essa proibição em todo o país. Por causa disso, uma variedade de produtos derivados dela estão surgindo. Um dos mais populares é a bebida com infusão de THC. Estes produtos estão sendo comercializados para quem gosta de cerveja e pessoas conscientes da saúde que não querem fumar para obter o efeito da maconha.

Na verdade, uma empresa com sede em Ontário, no Canadá, chamada Province Brands acaba de criar a primeira cerveja sem álcool feita inteiramente a partir da planta de cannabis. Em vez de ser fabricada com cevada e infundida com THC, esta cerveja é “fabricada a partir dos talos, caules e raízes da planta de cannabis”, segundo o “The Guardian”. A Province Brands espera que os consumidores se apoiem ​​em seus produtos como um substituto mais saudável para a bebida. “Se eu pudesse criar uma alternativa ao álcool, isso mudaria o mundo”, disse Dooma Wendschuh, da empresa.. “Isso é a minha paixão.”

A Lagunitas, da Heineken, colocou recentemente no mercado californiano uma bebida similar. A Constellation Brands também está trabalhando para levar uma cerveja com infusão de cannabis para o mercado internacional. Há rumores de que a Molson-Coors está considerando esse conceito. O criador do Blue Moon, Keith Villa, em breve distribuirá a Ceria Beverages, com infusão de THC, no Colorado e em outros estados legais.

Como a maconha legal está sendo difundida, espera-se que mais empresas de álcool entrem no negócio. Embora esse movimento seja impulsionado principalmente pelo dinheiro, ele pode salvar algumas vidas.

Não só os estudos mostraram que a maconha não prejudica o fígado ou qualquer outro órgão importante, mas também há evidências de que a erva pode atuar como um escudo contra a doença hepática.

Uma pesquisa publicada no início deste ano na “Liver International” mostra que a cannabis pode diminuir o risco de problemas hepáticos relacionados ao álcool. “Entre os usuários de álcool, indivíduos que também usam maconha (dependentes e não dependentes) apresentaram chances significativamente menores de desenvolver esteatose alcoólica (EA), esteato-hepatite (HA), fibrose, cirrose (CA) e carcinoma hepatocelular (CHC)”, concluiu o estudo.

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