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Facção que extorquia comerciantes e criou sistema de arrecadação financeira é alvo de operação em MT e MS


Esta postagem foi publicada em 8 de agosto de 2018 Destaque inicial 1, Slide Topo.

Dinheiro apreendido na Operação Red Money (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Polícia Civil deve cumprir 94 mandados de prisão e sequestro de bens do grupo.

Por G1 MT

Uma operação da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) para cumprir 94 mandados de prisão preventiva contra membros de uma facção criminosa instalada em Mato Grosso.

A operação ‘Red Money’ deve cumprir, no total, mais de 230 ordens judiciais. Dos 94 mandados de prisão, 29 alvos já estão presos em presídios de Mato Grosso e 1 no Pará.

Do lado de fora são procurados 51 suspeitos na região metropolitana e 11 no interior de Mato Grosso: Rondonópolis, Sinop, Nova Olímpia, Sorriso, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte e Poconé.

Outros dois alvos terão os mandados cumpridos fora de Mato Grosso. São dois suspeitos que estão no Pará (um preso no Presídio de Tucuruí e um solto na cidade de Jacundá) e um suspeito solto em Campo Grande (MS).

Também são cumpridos 59 mandados de busca e apreensão domiciliar, 80 ordens judiciais de bloqueios de contas-correntes, além de sequestro de bens (veículos, joias, imóveis) e valores.

Investigação

A investigação, iniciada há mais de 15 meses, busca apreender patrimônio e descapitalizar a principal facção criminosa, cujas lideranças estão no maior presídio de Mato Grosso, a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Operação Red Money apreendeu dinheiro e armas (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)Operação Red Money apreendeu dinheiro e armas (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Operação Red Money apreendeu dinheiro e armas (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

Segundo a apuração, a organização desenvolveu internamente um próprio sistema de arrecadação financeira, criando assim um grande esquema de movimentação financeira e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas de fachadas, contas bancárias de terceiros, parentes de presos, entre outros.

A polícia descobriu três fontes principais de recursos:

  • Mensalidade paga pelos integrantes chamadas de ‘camisa’
  • Cadastramento e mensalidades pagas por traficantes ou por ponto de venda de droga, conhecidas por ‘biqueiras’
  • Cobrança de ‘taxa de segurança’ de comércios (extorsão de comerciantes).

Entre as medidas cautelares estão o bloqueio judicial de 80 contas bancárias, sequestro de uma fazenda no município de Salto do Céu, a 383 km de Cuiabá, duas casas e um terreno em Cuiabá, dois caminhões e cinco automóveis.

As ordens judiciais foram deferidas pelo juiz de direito, Marcos Faleiros da Silva, da 7ª Vara Criminal – Vara Especializada do Crime Organizado.

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