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Juízes afirmam que morte de policial na fronteira expõe insegurança de agentes em MS


Esta postagem foi publicada em 8 de março de 2018 Destaque Inicial 2.

Corpo de policial foi velado em Ponta Porã e levado de avião, para Brasília (Foto: Divulgação)

Em nota oficial, cinco magistrados apontam falta de estrutura para o exercício efetivo de combate ao crime organizado.

Em nota oficial divulgada na noite desta quarta-feira (7), os juízes de direito da comarca de Ponta Porã expressaram “profundo pesar” pelo assassinato do policial civil Wescley Dias Vasconcelos, ocorrido ontem naquela cidade de fronteira, localizada a 323 km de Campo Grande. No texto, denunciam a falta de segurança na região, fronteiriça ao Paraguai e, como mostraram reportagens do Campo Grande News nesta semana, é totalmente aberta ao crime organizado.

Wescley, conhecido como Baiano, foi fuzilado em frente à sua casa, dentro de um carro oficial da Polícia Civil. Ele foi atingido por pelo menos 30 disparos de fuzil calibre 7.62.

“Trata-se de mais uma demonstração da falta de segurança dos agentes do Estado atuantes na região de fronteira, os quais convivem diariamente com a falta de uma estrutura adequada para o exercício efetivo do combate ao crime organizado”, afirma a nota, assinada pelos juízes Adriano da Rosa Bastos, Eguiliell Ricardo da Silva, Marcelo Guimarães Marques, Tatiana Decarli e Sabrina Rocha Margarido João.

Segundo os magistrados, “mais uma vez resta evidente que a segurança pública é matéria a ser tratada com prioridade, não podendo ser admitido corte de verbas destinadas à manutenção e aperfeiçoamento dos órgãos colaboradores da Justiça”.

Na avaliação dos juízes, novamente a Polícia Civil de Ponta Porã fica desfalcada de um policial exemplar, que prestou relevantes serviços à jurisdição criminal da comarca. “Por derradeiro, externamos nossas sinceras condolências a familiares, amigos e colegas do investigador Wescley Dias Vasconcelos e, sobretudo, à instituição da Polícia Civil”.

O corpo de Wescley Vasconcelos foi velado até por volta de 11h em Ponta Porã e depois levado em um caminhão dos bombeiros até o aeroporto da cidade. Depois foi levado de avião para Brasília, onde moram seus familiares. Ele era casado e tinha um filho pequeno.

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