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Sabe a cobra-cega? Ela pode trazer respostas para a cura da cirrose


Esta postagem foi publicada em 24 de janeiro de 2018 Saúde.

 Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o anfíbio Siphonops annulatus, conhecido popularmente como cobra-cega, possui uma função hepática natural nunca vista em outro animal. A descoberta pode trazer avanços no tratamento ou mesmo a cura para a cirrose, doença que mata anualmente cerca de 30 mil pessoas no país, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A cirrose nada mais é do que a consequência de lesões no fígado causadas pelo alcoolismo crônico, por hepatites e, em menor número, por medicamentos. Quando o organismo repara essas lesões, há uma produção exagerada de colágeno e de cicatrização (fibrose), fazendo com que o fígado perca sua função e venha à falência completa.

O estudo, realizado em parceria com pesquisadores do Instituto Butantan e da Universidade de Surrey, no Reino Unido, foi publicado no periódico Journal of Anatomy recentemente. Seus resultados apontaram que a cobra-cega possui células no fígado, chamadas melanomacrófagos, capazes de remover e degradar o colágeno. Além disso, elas conseguem fagocitar e digerir basófilos, células do sistema imune relacionadas aos processos inflamatórios e fibróticos.

Estratégia de sucesso

Autor principal do trabalho, Robson Gutierre, que também é professor colaborador e pesquisador dos departamentos de Morfologia e Neurologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) – Campus São Paulo, diz que várias estratégias de tratamento para conter ou eliminar a fibrose hepática já foram testadas em ratos, mas sem sucesso. Agora, os testes com os anfíbios trazem uma nova esperança.

“A habilidade que essa espécie tem de controlar suas defesas naturais também poderia fornecer uma visão da tolerância imune, um mecanismo pelo qual o fígado pode controlar inflamações indesejadas”, afirma o pesquisador em nota oficial.

Fonte original: noticias.bol.uol.com.br

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