Facebook Twitter Google+ email



Adolescentes que mataram idosa em MS disseram à polícia que são ‘psicopatas’ e planejaram crime na escola


Esta postagem foi publicada em 14 de setembro de 2018 Destaque inicial 1.

Segundo a polícia, jovens tentaram limpar digitais, e colocaram um crucifixo e um terço sobre o corpo da idosa, além de marcar a data do crime com o sangue dela em duas taças. Um deles era familiar da vítima.

Por Alysson Maruyama e Jaqueline Naujorks, G1MS, Campo Grande

A professora aposentada Maria Ildonei Lima Pedra, de 70 anos, encontrada morta com um crucifixo e um terço sobre o corpo em 1° de setembro, foi assassinada a golpes de faca por 2 adolescentes de 17 anos, segundo a polícia civil de Campo Grande (MS).

De acordo com o delegado Giulliano Biacio, os jovens premeditaram o crime por meses, e a motivação seria simplesmente a vontade de matar: “Eles se autointitulavam ‘psicopatas’ e estudavam o assunto na internet e em revistas. Os dois se encontraram na escola e um comentou com o outro, ‘acordei com vontade de matar alguém’, esse concordou e ao longo do dia eles decidiram como fazer”, explica.

Facas, crucifixo e até uma arma de brinquedo foram apreendidas com os 2 menores acusados de matar a professora aposentada; — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena Facas, crucifixo e até uma arma de brinquedo foram apreendidas com os 2 menores acusados de matar a professora aposentada; — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

Facas, crucifixo e até uma arma de brinquedo foram apreendidas com os 2 menores acusados de matar a professora aposentada; — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

As investigações foram concluídas nesta quarta-feira (13) . Segundo o delegado, um dos menores era parente da vítima. Eles foram à casa da aposentada e ficaram conversando com ela por cerca de uma hora. Um deles, que havia trazido uma faca de casa, desferiu com ela um golpe contra o pescoço da idosa. Em seguida, o familiar pegou a mesma faca e golpeou-a no abdômen.

“Consumado o homicídio, que é o que eles estavam buscando, eles passaram a modificar o local, tentando prejudicar a investigação. Eles pegaram um vidro de água sanitária e de desinfetante, encharcaram um pano e passaram em todos os objetos que eles tocaram, na intenção de tirar as digitais deles dali”, conta o delegado.

Os jovens ainda levaram luvas de látex e máscaras: “Eles usaram as luvas para poder fazer essa limpeza, foram no quarto, mexeram nas roupas, quebraram o celular da vítima e jogaram debaixo do sofá, e levaram máscaras, para, no caso de haver algum vizinho ali fora, eles pudessem sair sem serem identificados”, explica.

Adolescentes tinham máscaras de caveira para "não serem identificados" ao sair da casa da vítima. — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena Adolescentes tinham máscaras de caveira para "não serem identificados" ao sair da casa da vítima. — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

Adolescentes tinham máscaras de caveira para “não serem identificados” ao sair da casa da vítima. — Foto: Alysson Maruyama/TV Morena

Crucifixo, terço e taças gravadas com sangue

De acordo com o delegado, após o crime, os jovens tentaram deixar uma espécie de ‘assinatura’: “Eles colocaram um crucifixo [sobre o corpo da vítima] e os terços. Em seguida pegaram duas taças, e segundo eles, gravaram com o sangue da própria vítima o número ’31’ em uma, e ‘8’ na outra, representando a data da morte”, conta.

À polícia, os menores disseram que após o crime, “trocaram de roupa e foram para o shopping”. Um deles, que vinha sendo ouvido, confessou o crime aos pais e foi levado à delegacia por eles. O outro foi encontrado em casa: “Os meninos são muito inteligentes, mas são frios”, afirmou o delegado.

Por serem menores, a investigação agora será encaminhada para a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJI) de Campo Grande. Segundo o delegado, o inquérito terá que ser concluído, e uma pericia para valiar a sanidade mental dos jovens poderá ser solicitada posteriormente: “Isso vai depender das partes levantarem, a defesa ou o Ministério Público, responsável pela investigação”, finaliza.

Os dois menores foram recolhidos à Unidade Educacional de Internação (UNEI) em Campo Grande.

Entenda o caso

A professora aposentada Maria Ildonei Lima Pedra, de 70 anos, foi encontrada morta na cozinha da casa dela, no Jardim Leblon, em Campo Grande, por volta das 19h30 (de MS), do dia 1° de setembro.

Segundo a polícia, sem conseguir contato com a mãe durante todo o dia, o filho foi até a casa dela e encontrou o portão aberto e a porta trancada. Ao entrar, viu o corpo da vítima no chão da cozinha:

“Ela estava de bruços, com o local cheio de sangue, e uma cruz nas costas e um terço na lombar”, explicou na ocasião o delegado Danilo Mansur, plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga.

No corpo da idosa, a perícia encontrou perfurações no pescoço e no tórax. A polícia suspeitou que ela tivesse sido golpeada com a ponta da cruz, o que foi descartado. Maria tinha uma extensa carreira como professora e na Federação dos Trabalhadores em Educação de MS (FETEMS).

Facebook Twitter Google+ linkedin email More

Nenhuma banner para exibir

Notícias em Destaque